AIDS

TRATAMENTO
Nos últimos anos, foram obtidos grandes avanços no conhecimento da patogênese da infecção pelo HIV. Várias drogas antiretrovirais em uso combinado, o chamado “coquetel”, se mostram eficazes na elevação da contagem de linfócitos T CD4+ e na redução nos títulos plasmáticos de RNA do HIV (carga viral). Com isso, a progressão da doença tem sido controlada, evidenciada pela redução da incidência das complicações oportunistas, da mortalidade, por uma maior sobrevida, bem como por uma significativa melhora na qualidade de vida dos indivíduos. A partir de 1995, o tratamento com monoterapia foi abandonado, sendo adotada de terapia combinada com duas ou mais drogas anti-retrovirais. Atualmente, as recomendações do Ministério da Saúde são de iniciar o tratamento com, pelo menos, três anti-retrovirais (terapia tripla). São numerosas as possibilidades de esquemas terapêuticos indicados pelo Programa Nacional de DST e Aids, que variam, em adultos e crianças, de acordo com a presença ou não de doenças oportunistas, com o tamanho da carga viral e a dosagem de CD4+. Por esse motivo, recomenda-se a leitura das “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Crianças Infectadas pelo HIV-2007”, “Recomendações para Terapia Anti-Retroviral em Adultos e Adolescentes Infectados pelo HIV-2007” e “Recomendações para a Profilaxia da Transmissão Vertical do HIV e Terapia Anti-Retroviral em Gestantes – 2007”, distribuídos pelo Ministério da Saúde e Secretarias Estaduais de Saúde para as instituições que atendem tais pacientes. Não menos importante é enfatizar que o Brasil é um dos poucos países que financia, integralmente, a assistência ao paciente com Aids.