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PAROTIDITE INFECCIOSA
ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS
Doença viral aguda, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares. Em homens adultos, ocorre orquiepididimite em aproximadamente 20% a 30% dos casos; em mulheres, pode ocorrer ooforite com menor freqüência, acometendo cerca de 5% dos casos. Aproximadamente, 1/3 das infecções pode não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O sistema nervoso central, com freqüência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, quase sempre sem seqüelas. Mais raramente, pode ocorrer encefalite.

Sinonímia - Papeira, caxumba.

Agente etiológico - Vírus da família Paramyxoviridae, gênero Paramyxovirus.

Reservatório - O homem.

Modo de transmissão - Contato direto com secreções das vias aéreas superiores.

Período de incubação - De 12 a 25 dias; em média, de 16 a 18 dias.

Período de transmissibilidade - Varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 9 dias após o surgimento dos sintomas. O vírus pode ser encontrado na urina até 14 dias após o início da doença.

Diagnóstico

Clínico-epidemiológico - As provas sorológicas (neutralização, inibição da hemaglutinação ou Elisa) não são utilizadas na rotina. A fixação do complemento positiva sugere infecção recente.

Diagnóstico diferencial - Cálculo de dutos parotidianos, hipersensibilidade a drogas (iodetos, fenilbutazona, tiouracil, dentre outras), ingestão de amidos, sarcoidose, cirrose, diabetes, parotidite de etiologia piogênica, inflamação de linfonodos, tumores parenquimatosos, hemangioma, linfangioma.

Complicações - Meningite asséptica, pancreatite, tiroidite, neurites, orquiepididimite, ooforite, miocardite e nefrite. Uma complicação rara é o desenvolvimento de encefalite, podendo levar a edema cerebral, manifestações neurológicas graves e óbito. Como seqüelas, podem ocorrer surdez unilateral (secundária à neurite do oitavo par craniano) e atrofia testicular, sendo de ocorrência rara a esterilidade.
PAROTIDITE INFECCIOSA
TRATAMENTO
Tratamento de suporte - Repouso e analgesia.

     - Meningite asséptica: tratamento sintomático.

     - Encefalite: tratamento do edema cerebral, manutenção das funções vitais.

Tratamento de apoio para a orquite - Suspensão da bolsa escrotal através de suspensório; aplicação de bolsas de gelo; analgesia, quando necessário. Para redução da resposta inflamatória, pode ser utilizado Prednisona, 1ml/kg/dia, via oral, com redução gradual (semanal). Outros anti-inflamatórios não hormonais também podem ser indicados.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS 
Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos têm parotidite infecciosa e 1/3 dos infectados não apresentam sintomas. A doença é mais severa em adultos. As estações com maior ocorrência de casos são o inverno e a primavera. Costuma apresentar-se sob a forma de surtos, que acometem mais as crianças.
PAROTIDITE INFECCIOSA
MEDIDAS DE CONTROLE
Vacinação - Está indicada antes da exposição.

- Esquema vacinal básico: utiliza-se a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade, com uma dose adicional entre 4 e 6 anos. As contra-indicações ao uso dessa vacina são: antecedente de reação anafilática sistêmica após ingestão de ovo de galinha; gravidez e administração de imunoglobulina normal, sangue total ou plasma nos três meses anteriores. Recomenda-se às mulheres vacinadas evitar a gravidez por 30 dias após a aplicação. No entanto, se alguma grávida for inadvertidamente vacinada, não há indicação de interrupção da gravidez.