Mostrando postagens com marcador MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE. Mostrar todas as postagens
MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE
ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS
Infecção bacteriana aguda das meninges, comum na primeira infância. Início, geralmente, súbito, com febre, cefaléia intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca, aos quais se associam os sinais de Kernig e Brudzinski, descritos no capítulo Doença Meningocócica. Lactentes, raramente, apresentam sinais de irritação meníngea ou de hipertensão intracraniana, como rigidez de nuca, convulsões e opistótono. Os sinais clínicos iniciais são inespecíficos, comuns a outras doenças desse período, a exemplo de instabilidade térmica (hipotermia ou hipertermia), desconforto respiratório, irritabilidade, letargia, recusa alimentar, vômitos, icterícia. Pode-se observar, ainda, a presenca de outros sinais e sintomas como: agitação, grito meníngeo (a criança grita, quando manipulada, principalmente quando as pernas são flexionadas para troca de fraldas) e recusa alimentar.

Agente etiológico - Haemophilus influenzae. Um bacilo gram-negativo, imóvel, capsulado, pleomórfico. Possui diferentes sorotipos (A, B, C, D, e F), sendo o sorotipo B o principal responsável por doença invasiva, tal como a Meningite.

Reservatório - O homem doente ou portador assintomático, principalmente os menores de 5 anos.

Modo de transmissão - Pelo contato direto pessoa a pessoa, doente ou portador, por meio das vias respiratórias.

Período de incubação - De 2 a 4 dias.

Período de transmissibilidade - Enquanto houver microrganismo na nasofaringe, geral-mente até 24/48 horas após o início da terapêutica com antibiótico.

Complicações - As principais complicações são: perda da audição, distúrbio de linguagem, retardo mental, anormalidade motora e distúrbios visuais.

Diagnóstico laboratorial - Ao exame macroscópico, o líquido cefalorraquidiano apresenta-se turvo, com cor branco-leitosa ou xantocrômica. O exame bioquímico evidencia glicose e cloretos diminuídos, proteínas elevadas e celularidade muito aumentada devido à presença de neutrófilos polimor-fonucleares. O gram pode evidenciar a presença de bacilo gram-negativo pleomórfico. É importante a realização da cultura do líquor e do sangue para diagnóstico do agente infeccioso. Os exames indiretos para a identificação do antígeno são a contra-imunoeletroforese cruzada (CIE) e a prova do látex sensibilizado (anti-Hib). Outros testes diagnósticos que podem ser utilizados são Elisa, radioimunoensaio e amplificação da cadeia de polimerase (PCR), mas ainda não estão validados para uso na rotina.

Diagnóstico diferencial - Outras Meningites bacterianas (em particular com as purulentas).
MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE
TRATAMENTO 
Cloranfenicol, na dose de 75 a 100mg/kg/dia, EV, até o máximo de 6g/dia, fracionada em 4 doses diárias (6/6h), ou Ceftriaxona, na dose de 100mg/kg/dia, EV, até o máximo de 4g/dia, dividida em 2 doses (de 12/12 horas), por 7 a 10 dias.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS
Doença de distribuição universal, com alta incidência em crianças, principalmente nos menores de 1 ano, sendo rara acima dos 5 anos. Após a introdução da vacina conjugada contra o Hib em 1999, a incidência das meningites causadas por esse agente diminuiu significativamente.
MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE
MEDIDAS DE CONTROLE
A quimioprofilaxia está indicada para todos os contatos domiciliares (incluindo adultos), desde que existam menores de 4 anos de idade, além do caso-índice, sem vacinação ou com esquema de vacinação incomple-to. Se o tratamento foi instituído com Ceftriaxona, nas doses indicadas, não é necessária a quimioprofilaxia do caso (a chamada quimioprofilaxia de alta). Crianças com esquema vacinal completo para Hib não necessitam fazer quimioprofilaxia. Quando a quimioprofilaxia é indicada, a droga de escolha é a Rifampicina, por via oral, para ser usada durante 4 dias nas seguintes dosagens: adultos: 600mg/dose, a cada 24 horas; crianças de 1 mês a 10 anos: 20mg/kg/dia, até dose máxima de 600mg; menores de 1 mês de idade: 10mg/kg/dia. A vacina contra H. influenzae tipo b (Hib) apresenta alta eficácia quando aplicada no esquema preconizado: 3 doses em menores de 1 ano, no 2º, 4º e 6º mêses de vida. Os eventos adversos locais (dor, eritema e/ou enduração) e gerais (febre, irritabilidade e/ou sonolência) são de freqüência e intensidade baixas, ocorrendo em menos de 10% dos vacinados, nas 24 horas após aplicação. A vacina utilizada no Brasil é a tetravalente, que consiste na combinação da vacina Hib com a vacina contra o tétano, difteria e coqueluche (DPT) em um só produto, conferindo imunidade para esses quatro componentes. Outros grupos com situações clínicas especiais devem procurar os Centros de Referência para Imunobioló-gicos Especiais (Crie), das secretarias estaduais de saúde.