SARAMPO
MEDIDAS DE CONTROLE
Todos os países das Américas estão desenvolvendo ações para erradicar esta virose. Nesse sentido, as principais atividades são:
• Vacinação - A vacina é a única forma de prevenir a ocorrência do Sarampo na população, sendo sua principal medida de controle. Esquema básico: uma dose da vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses de idade e a segunda dose entre 4 a 6 anos de idade. A vacinação de bloqueio deve ser realizada, de forma oportuna, a partir da notificação de casos suspeitos ou de surtos, envolvendo o grupo de 6 meses a 39 anos de idade, seletivamente. Via de administração: a vacina tríplice viral é administrada por via subcutânea, de preferência na face externa da parte superior do braço (região deltóide).
- Falsas contra-indicações: alergia e intolerância, que não sejam de natureza anafilática, à ingestão de ovo; contato íntimo com pacientes imunodeprimidos; vacinação recente com a vacina oral contra a poliomielite; exposição recente ao sarampo.
- Situações em que se recomenda o adiamento da vacinação: tratamento com imunodepressores (corticote-rapia, quimioterapia, radioterapia, etc.). Nessas circunstâncias, adiar até 3 meses após a suspensão de seu uso, pela possível inadequação da resposta imunológica; vigência de doença aguda febril grave, atribuída ou confundida com possíveis efeitos adversos da vacina.
• Investigação epidemiológica - Obter informações detalhadas e uniformes para todos os casos suspeitos de sarampo, que permitam caracterizar os mecanismos de transmissão da doença. Para tal faz-se necessário documentar as manifestações clínicas, as medidas de controle adotadas, coleta de sangue para diagnóstico sorológico, identificação de outros possíveis casos suspeitos, classificação do caso conforme os critérios estabelecidos, avaliação da cobertura vacinal e a execução imediata das ações de controle. Se houver suspeita de ser um caso de Sarampo importado, a investigação epidemiológica tem que se dar de forma mais extensa, incluindo-se atividades de busca ativa e vacinação de bloqueio ampliada; coleta de material para identificação viral (urina e/ou secreção nasofaringeana), aprazamento e realização de revisita para avaliar a evolução do caso.
- Bloqueio vacinal: deve ser feito de forma seletiva em todos os contatos do caso, abrangendo: pessoas do mesmo domicílio, vizinhos, creches, salas de aula, alojamentos, sala de trabalho, dentre outros.
- Operação limpeza: deve ser realizada a partir de todo caso confirmado, devendo ser ampliada para a vizinhança, bairro ou até município, conforme avaliação realizada. Tanto para o bloqueio como para a operação limpeza, a faixa etária prioritária deverá ser de 6 meses a 39 anos de idade.
- Isolamento de casos: o isolamento domiciliar ou hospitalar dos casos pode diminuir o risco de transmissão. Deve-se evitar, principalmente, a freqüência a escolas ou creches, agrupamentos, ou qualquer contato com pessoas suscetíveis, durante o período de eliminação do vírus. Os locais com agrupamento (creches, escolas) devem ser visitados e todos os contatos não vacinados devem receber a vacina tríplice ou dupla viral.







