LEISHMANIOSE VISCERAL (LV)
TRATAMENTO
A primeira escolha são os antimoniais pentavalentes (Antimoniato de N-metil-glucamina), na apresentação de 1ml=81mg de Sb+5, na dose de 20mg/Sb+5/kg/dia, IV ou IM, com limite máximo de 3 ampolas/dia, por, no mínimo, 20 e, no máximo, 40 dias consecutivos. Fazer acompanhamento clínico e com exames complementares para a detecção de possíveis manifestações de intoxicação (hemograma, U/C, TGO/TGP e ECG), bem como dos efeitos colaterais com notificação dos mesmos. O esoxicolato de Anfotericina B está indicado para gestantes e para os pacientes que apresentarem qualquer um dos fatores associados ao maior risco de óbito: idade <1 ano e >40 anos, infecção bacteriana, icterícia, fenômenos hemorrágicos, edema, sinais de toxemia, co-morbidades, diarréia e vômitos, recidiva ou reativação de LV, febre há mais de 60 dias, desnutrição grau III (marasmo e kwashiorkor) e pacientes com alterações laboratoriais. Na impossibili-dade do uso do Desoxicolato de Anfotericina B, utilizar o Antimoniato de N-metil Glucamina, na dose recomendada. A Anfotericina B Lipossomal está indicada em indivíduos com história de transplante renal, insuficiência renal estabelecida, toxicidade incontrolável ao Desoxicolato de Anfotericina B, rim único, sepse, diabetes mellitus, uso concomitante com outras drogas nefrotóxicas, cardiopatias em classe funcional III ou IV e refratariedade ao uso do Desoxicolato de Anfotericina B.
CONTRA-INDICAÇÕES
As drogas não devem ser administradas em portadores de cardiopatias, nefropatias, hepatopatias, doença de Chagas. Se necessário, o tratamento deve ser rigorosamente monitorado. Em gestantes, o Antimoniato de N-metil Glucamina não deve ser administrado, sendo recomendado a Anfotericina B.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS
A Leishmaniose Visceral é uma doença endêmica em 88 países da região tropical e subtropical. Zoonose, considerada inicialmente de transmissão silvestre, com características de ambientes rurais, atualmente está em expansão para as áreas periurbanas e urbanas. É um crescente problema de saúde pública no Brasil e encontra-se em franca expansão geográfica, estando distribuída em 20 unidades federadas. Têm sido registrados no país, aproximadamente, 3.000 casos/ano, com letalidade média de 8%.







