HEPATITE D
TRATAMENTO
O tratamento é complexo e, muitas vezes, o paciente volta a expressar o RNA-HDV no soro. Não existe tratamento específico para a forma aguda. Se necessário, apenas sintomático para náuseas, vômitos e prurido. Como norma geral, recomenda-se repouso relativo até, praticamente, a normalização das amino-transferases. Dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser mais agradável para o paciente anorético. De forma prática, deve-se recomendar que o próprio paciente defina sua dieta, de acordo com seu apetite e aceitação alimentar. A única restrição relaciona-se à ingestão de álcool, que deve ser suspensa por 6 meses, no mínimo, sendo, preferencialmente, por 1 ano. Medica-mentos não devem ser administrados sem recomendação médica para não agravar o dano hepático. As drogas consideradas “hepatoprotetoras”, associadas ou não a complexos vitamínicos, não têm nenhum valor terapêutico. Na forma crônica, pode-se tentar terapia com Interferon Convencional em pacientes com anti-HDV IgM ou HDV-DNA positivo e com ALT/TGO acima de 2 vezes o limite superior da normalidade. Pacientes que desenvolverem a forma fulminante devem ser encaminhados a serviços especializados. Estudos mais detalhados são necessários para definir uma terapia mais adequada e efetiva.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS
A distribuição mundial do HDV difere em parte, com a prevalência do HBV. Em áreas de baixa endemici-dade do HBV, a prevalência do HDV também é geralmente baixa. Em regiões de moderada e alta endemi-cidade do HBV, a prevalência do HDV é variável. Na África, sudeste asiático, Venezuela, Peru, Mediter-râneo e regiões amazônica ocidental e matogrossense, a prevalência do HDV também é alta em pacientes infectados pelo HBV. Em áreas endêmicas de infecção pelo HBV, o estado de portador crônico (HBsAg positivo) constitui o principal fator para a propagação do HDV, bem como grupos de risco acrescido, como usuários de drogas, hemodialisados e politransfundidos.







