DOENÇA DE CHAGAS
DIAGNÓSTICO
• Fase aguda - Determinada pela presença de parasitos circulantes em exames parasitológicos dire-tos de sangue periférico (exame a fresco, esfregaço, gota espessa). Quando houver presença de sinto-mas por mais de 30 dias, são recomendados métodos de concentração devido ao declínio da parasitemia (teste de Strout, micro-hematócrito, QBC); b) presença de anticorpos IgM anti-T. cruzi no sangue indica doença aguda quando associada a fatores clínicos e epidemiológicos compatíveis.
• Fase Crônica - Indivíduo que apresenta anticorpos IgG anti-T. cruzi detectados por dois testes sorológicos de princípios distintos, sendo a Imunofluorescência Indireta (IFI), a Hemoaglutinação (HE) e o ELISA os métodos recomendados. Por serem de baixa sensibilidade, os métodos parasitológicos são desnecessários para o manejo clínico dos pacientes; no entanto, testes de xenodiagóstico, hemocultivo ou PCR positivos podem indicar a doença crônica.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
• Na fase aguda - leishmaniose visceral, hantavirose, toxoplasmose, febre tifóide, mononucleose infecciosa, esquistossomose mansônica aguda, leptospirose, miocardites virais.
• As formas congênitas devem ser diferenciadas daquelas causadas pelas infecções STORCH (sífilis, toxoplasmose, citomegalovirose, rubéola, herpes, outras). A meningoencefalite chagásica diferencia-se da toxoplásmica pela sua localização fora do núcleo da base e pela abundância do T. cruzi no líquor.
• A miocardite crônica e os megas devem ser diferenciados de formas causadas por outras etiologias.







