DIFTERIA
TRATAMENTO
• Específico - Soro antidiftérico (SAD), medida terapêutica de grande valor, cuja finalidade é inativar a toxina circulante o mais rapidamente possível e possibilitar a circulação de anticorpos para neutralizar a toxina produzida pelo bacilo. Sua administração deve ser efetuada o mais precoce possível, pois não tem ação sobre a toxina já impregnada no tecido.
• Esquema de administração
- Formas leves (nasal, cutânea, amigdaliana): 40.000UI, EV;
- Formas laringoamigdalianas ou mistas: 60.000 - 80.000UI, EV;
- Formas graves ou tardias: 80.000 - 120.000UI, EV.
• Antibioticoterapia (medida auxiliar ao SAD) - Eritromicina, 40-50mg/kg/dia (dose máxima de 2g/dia), em 4 doses, VO, durante 14 dias; ou Penicilina Cristalina, 100.000 - 150.000UI/kg/dia, em frações iguais de 6/6 horas, EV, durante 14 dias; ou Penicilina G Procaína, 50.000U/kg/dia (dose máxima de 1.200.000UI/dia), em 2 frações iguais de 12/12 horas, IM, durante 14 dias.
• Tratamento de suporte - Repouso, manutenção do equilíbrio hidreletrolítico, nebulização, aspiração freqüente de secreções. A Carnitina (até 5 dias do início da doença) tem sido indicada para prevenir formas graves de miocardite, na dose de 100mg/kg/dia (máximo de 3g/dia), em duas frações (12/12 horas) ou 3 frações (8/8 horas), por VO. Insuficiência respiratória – de acordo com o quadro, há indicação de traqueostomia. Em algumas situações (comprometimento respiratório alto, casos leves e moderados de laringite), pode-se usar dexametasona como medida antiedematosa. Miocardite – repouso absoluto no leito, restrição de sódio, diuréticos, cardiotônicos. Polineurite – sintomáticos. Insuficiência renal aguda – tratamento conservador, diálise peritoneal.
CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS
A ocorrência da doença é mais freqüente em áreas com baixas condições socioeconômicas e sanitárias, onde a aglomeração de pessoas é maior. Comumente, essas áreas apresentam baixa cobertura vacinal e, portanto, não é obtido impacto no controle da transmissão da doença. No Brasil, o número de casos vem decrescendo progressivamente (640, em 1990; 50, em 2002; 8, em 2006), em decorrência do aumento da cobertura pela vacina DTP. A letalidade esperada variou de 5% a 10%, tendo atingido o máximo de 20%, em 2006.







