AIDS
GESTANTE/PARTURIENTE HIV+ E CRIANÇA EXPOSTA
MEDIDAS DE CONTROLE
Em 1994, comprovou-se que o uso da Zidovudina (AZT) pela gestante infectada, durante a gestação e o trabalho de parto, bem como pelo recém-nascido, durante as primeiras 6 semanas de vida, pode causar redução de até 2/3 no risco de transmissão do HIV da mãe para o filho. Quando as medidas profiláticas têm início no momento do parto, essa redução é de 37%. O uso combinado de drogas anti-retrovirais em gestantes HIV+, é capaz de reduzir a carga viral plasmática para níveis indetectáveis, resultando em taxas de transmissão inferiores a 3%. Assim, recomenda-se o uso do AZT na gestação, durante o trabalho de parto e pelo recém-nascido. Quando houver indicação, o uso de terapia anti-retroviral combinada pela gestante, conforme recomendação do documento “Recomendações para Profilaxia da Transmissão Materno-infantil do HIV e Terapia Anti-retroviral em Gestantes - 2007”, periodicamente revisado pelo Programa Nacional de DST/Aids. Recomenda-se, também, a adoção da operação cesariana eletiva; a suspensão do aleitamento materno, a instituição da fórmula infantil e outros alimentos, de acordo com a idade da criança; aconselhamento pré e pós-teste, para todas as parturientes não aconselhadas e testadas durante o pré-natal, ou sem pré-natal; não-realização de aleitamento cruzado. Puérperas HIV+ e crianças expostas (infectadas ou não) devem ser encaminhadas para centros de referência, onde receberão acompanhamento e completa investigação da criança, até seu desfecho.







